Há seis espécies viventes de preguiças, quatro tamanduás e 20 espécies de tatus. Um estudo recente confirmou que o tatu peludo Andino (Chaetophractus nationi) é na verdade um sinônimo (i.e., a mesma espécie) do tatu peludo gritador (C. vellerosus), o que reduz o número de espécies viventes de tatus de 21 para 20. Registros paleontológicos sugerem que estes organismos originaram-se na América do Sul e posteriormente difundiram-se pela região Neotropical. As espécies, tanto as extintas quanto as atuais, são encontradas em diferentes regiões das Américas. A maioria delas habita a América do Sul. Poucas podem ser encontradas na América Central e somente uma espécie, o tatu galinha (Dasypus novemcinctus), ocorre no sul dos Estados Unidos.

As 30 espécies viventes de xenartros representam uma pequena fração da imensa diversidade do grupo que só é conhecida por registros fósseis, os quais incluem pré-históricos famosos como a preguiça gigante e o gliptodonte. Evidências moleculares indicam que os xenartros representam um dos quatro principais clados de mamíferos placentados, denominado Xenarthra.

Dois grupos são classificados dentro de Xenarthra:

(1) A Ordem Cingulata inclui todas as espécies atuais de tatus. Eles podem ser facilmente identificados pela estrutura óssea em forma de armadura que cobre suas cabeças, corpo e cauda (exceto em tatus do gênero Cabassous, que têm uma cauda nua). Apesar da maioria dos tatus se alimentar de insetos, algumas espécies também consomem outros itens como plantas, pequenos vertebrados e até carniça.

(2) A ordem Pilosa compreende dois grupos:

2.1 Vermilingua, ou tamanduás: sua principal característica é o focinho alongado e a língua comprida e pegajosa que os ajuda a capturar formigas e cupins, sua presa favorita. Os tamanduás não possuem dentes.

2.2 Folivora (= Tardigrada ou Phyllophaga), ou preguiças: as espécies modernas de preguiças vivem quase que exclusivamente nas árvores enquanto as formas pré-históricas e de grande porte eram terrestres. As preguiças são famosas por seus movimentos lentos e por sua habilidade peculiar de esconderem-se na copa das árvores. Todas as preguiças alimentam-se de plantas.

Pangolins e porcos da terra eram antigamente agrupados aos tamanduás, preguiças e tatus compondo os Edentata (que significa sem dentes). Contudo, estudos moleculares indicaram que xenartros, pangolins e porcos da terra não são aparentados e evoluíram de forma independente. Suas semelhanças anatômicas, ao contrário do que se acreditava, são um exemplo excepcional de convergência evolutiva e refletem uma característica em comum, sua dieta especializada em insetos sociais.


Os pangolins foram então classificados numa ordem distinta denominada Pholidota, enquanto os porcos da terra constituem atualmente a Ordem Tubulidentata.

Convidamos a todos a explorar o mundo dos tamanduás, preguiças e tatus. Através dos atalhos ao lado é possível consultar informações sobre sua biologia, distribuição geográfica e as ameaças sofridas por estes animais tão carismáticos.

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