Giant armadillos have slow population growth rates, and females provide extended parental care. We describe two cases of giant armadillo infant deaths: one in which an ocelot (Leopardus pardalis) dug out and killed a recently born infant inside the burrow, and a suspected predation event outside the burrow of a 54-day-old infant.


Novos registros de mortalidade e predação de filhotes do tatu-canastra (Priodontes maximus) no Brasil. Os tatus-canastra têm taxas de crescimento populacional lentas e as fêmeas oferecem cuidado parental prolongado. Descrevemos dois casos de morte de filhotes de tatu-canastra: um evento em que uma jaguatirica (Leopardus pardalis) cavou e matou um filhote recém-nascido dentro da toca e outro, um caso de suspeita de predação ocorrida fora da toca com um filhote de 54 dias.

We documented prolonged inactivity (12 consecutive days), an uncommon behavior, in a giant armadillo (Priodontes maximus) in the Pantanal. Unlike previous observations in the Amazon, there was no internal activity or alternative exits, suggesting prolonged inactivity. This behavior may be associated with the need for thermoregulation, although temperature variations or environmental factors (such as fires) were ruled out. This record raises questions about the species’ energy conservation strategies, such as the causes and ecological consequences of this behavior. We recommend investigations of physiological mechanisms (body temperature, metabolism) and ecological implications, which could position the species as a model for studies of climate adaptation in tropical megafauna.


Quando o gigante repousa: evidências de inatividade prolongada no tatu-canastra (Priodontes maximus) do Pantanal. Documentamos um período prolongado de inatividade (12 dias consecutivos), um comportamento incomum, em um tatu-canastra (Priodontes maximus) no Pantanal. Diferentemente de observações anteriores na Amazônia, não houve atividade interna ou saídas alternativas, sugerindo inatividade prolongada. Esse comportamento pode estar associado à necessidade de termorregulação, embora variações de temperatura ou fatores ambientais (como incêndios) tenham sido descartados. Esse registro levanta questões sobre as estratégias de conservação de energia da espécie, como as causas e consequências ecológicas desse comportamento. Recomendamos investigações sobre mecanismos fisiológicos (temperatura corporal, metabolismo) e implicações ecológicas, o que poderia posicionar a espécie como modelo para estudos de adaptação climática em megafauna tropical.